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10 de março de 2015

Resenha: Perdida #01.

                                                                            Imagem: Google

SINOPSE

Perdida - Sofia vive em uma metrópole e está acostumada com a modernidade e as facilidades que ela traz. Ela é independente e tem pavor à mera menção da palavra casamento. Os únicos romances em sua vida são aqueles que os livros proporcionam. Após comprar um celular novo, algo misterioso acontece e Sofia descobre que está perdida no século dezenove, sem ter ideia de como voltar para casa – ou se isso sequer é possível. Enquanto tenta desesperadamente encontrar um meio de retornar ao tempo presente, ela é acolhida pela família Clarke. Com a ajuda do prestativo – e lindo – Ian Clarke, Sofia embarca numa busca frenética e acaba encontrando pistas que talvez possam ajudá-la a resolver esse mistério e voltar para sua tão amada vida moderna. O que ela não sabia era que seu coração tinha outros planos... 


Já ouvi muita critica a respeito do meu perfil literário e umas até fazem sentido, tendo em vista o numero de Best Seller’s que dou preferência para ler, aí onde entra minha limitação, eu nunca li um clássico por exemplo. E acredite isso faz com que minha auto critica me massacre, agora por que eu nunca li um clássico? Por puro pré-conceito, é isso mesmo que você leu, puro pré-conceito. Acredita?? Pois é. Nem eu!

Eu nunca curti novela de época e consequentemente os livros, eu sempre me perguntava:
 “Se eu vivo no raio do século XXI, por que motivo eu vou querer ver o que rolava no século XVIII?”

Mente totalmente limitada, hoje eu analiso isso e me dou chibatadas por um dia ter pensado dessa maneira. E como mudei esse conceito? "Azamigas" Literárias recebem todos os créditos, uma delas uma vez me disse: “Se permita!” E hoje estou aqui para apresentar a resenha de um livro meio-a-meio, meio atualidade, meio século XIX,  é assim que classifiquei “Perdida” da Carina Rissi. Não é nenhum clássico literário, mas a essência que a autora com toda sua sensibilidade quis nos mostrar eu me atrevo a dizer que é a mesma que os autores dos Grandes Clássicos quiseram transmitir, posso não ser uma conhecedora assídua, e não ter nada em meu perfil literário para comparar, mas de sentimento eu entendo, e ela mostrou isso em cada linha conforme escrevia a estória! E outra, é um livro Nacional, vamos valorizar nossa Literatura como se deve!

Entrar no mundo de “Perdida” foi de diversas maneiras fantástico, uma delas e a mais impactante para mim foi, o teletransporte para o século XIX.

CAAAAARACA!!! O que foi aquilo? Tipo, como assim não tinha banheiro? Folha de alface nunca mais será a mesma para mim depois de “Perdida”. Gente, a forma com que a Ca (estou forçando uma intimidade com a autora), nos levou junto com a Sofia para vivenciar cada momento nesse novo ambiente totalmente sem recursos e atrasado que parecia do século passado ( Não. Pera. Foi há dois séculos atrás - rs) foi também muito hilário. A Sofia é uma comediante nata e nem percebe isso. Ela sempre foi completamente dependente da tecnologia. O celular dela era praticamente parte de seu ser, até que numa noite de comemoração e muita bebedeira o celular resolve se suicidar, isso mesmo Brasil, se suicidar! Ele se jogou dentro da privada, completamente desorientada sem a parte de seu eu, Sofia resolveu comprar um novo e aí começa o reggae!!! Raggae?? Ai caramba. Minhas gírias, Afff *revirando os olhos*.  Começa de verdade o livro.

Misteriosamente após ter ligado seu novo monstrinho, ela tropeça e caí acordando em um vasto campo gramado e totalmente diferente de onde estava a milésimos de segundos atrás que era na pracinha perto de seu apê, e caaaaaaaaaaaaara... ela visualiza um cavalo avançando em sua direção e de repente... Ele! O mais belo, o mais encantador, o mais... mais... Lord de todos os Lords (Aplausos e gritos histéricos, acho que vou ouvir isso no cinema -_-); aparece em seu campo de visão oferecendo ajuda para que ela se levante, aí a coisa ficou toda confusa, ela se questiona  e o questiona o tempo inteiro sobre suas roupas e sobre o lugar sem entender nada em absoluto, até que acolhida por ele em sua casa ela descobre:

"(...). E você não está perdida. Está exatamente onde deveria estar."

Completamente desorientada e sem saber o que fazer ela resolve tentar descobrir  como retornar a seu século, para sua melhor amiga e para sua tecnologia. Mas aí é que está, com o passar dos dias foi ficando mais e mais difícil essa missão pois o que ela nunca pensou que pudesse lhe acontecer, finalmente aconteceu. Ela se viu dividida entre voltar e ficar, mas o destino reservou algo que independente de sua vontade teria que acontecer para que ela desse o devido valor a tudo aquilo que um dia ela se esquivou e abdicou. 

                                                 Imagem: Google;

Perdida vai virar filme e o melhor está prevista a estreia para esse ano!!!
Ainda não foi divulgado o casting, mas estou muito ansiosa para saber quem interpretará o meu "Lord" Ian Clarke e a “Locona” Sofia Alonzo.

                Imagem: Google.

Gente, algo que me questionei durante toda a leitura, e foi respondido pela autora nas páginas finais, foi o fato de que no ano em que se passa a história, 1830, ainda existia a prática da escravidão e em nenhum momento a autora se refere aos “empregados” como escravos, mas sim como criados. Ao fim da leitura ela esclarece essa dúvida, vale a pena ler até a ultima linha escrita por ela na “Nota da Autora”. Carina Rissi entrou para minha lista de autores preferidos com muita facilidade. E que venha a sequencia “Encontrada!”.


Fico por aqui, esperando do fundo do coração que vocês tenham gostado da resenha. 

Beeeijos e até a próxima!


Livro: "Perdida – Um Amor que ultrapassa as Barreiras do tempo."
Autora: Carina Rissi

ISBN: 9788576862444

Ano: 2013
Páginas: 364
Editora: Verus.