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16 de julho de 2017

Resenha: Mestre da Guerra #2 - Desafiando a morte.

Título: Mestre de Guerra: Desafiando a morte.
Série: Mestre da Guerra.
Livro: 02.
Autor: David Gilman.


Editora: Novo Século.
ISBN-13: 9788542809220.
ISBN-10: 854280922X.
Ano: 2016. 
Páginas: 464. 
Idioma: Português.
Gênero: Fantasia, Ficção, Literatura Estrangeira.
Skoob: aqui.
Compre: aqui.
Cortesia da editora.

Sinopse: Na sangrenta batalha de Crécy, Thomas Blackstone e seus companheiros arqueiros mantiveram-se firmes e fizeram chover morte sobre a poderosa cavalaria francesa. Agora, Blackstone não é mais arqueiro; é um homem de armas, intitulado Sir Thomas pelo rei inglês. Casado com Christiana e pai de dois filhos, construiu um lar num pequeno feudo ao norte da França. As feridas da guerra, porém, ainda sangram. Um traidor se alia ao rei francês, tecendo uma rede de armadilhas para atrair os amigos e a família de Thomas. Ele será obrigado a mais uma vez mostrar sua maestria no campo de batalha, num combate tão memorável quanto mortífero. Blackstone desafia o inimigo, o rei e até mesmo a própria morte. Mas não pode desafiar seu destino.


Boa noite pessoal, aqui quem fala é o Júlio. Trouxe essa semana a continuação de Mestre da Guerra, livro que aborda um fato real, a guerra dos cem anos, pelo ponto de vista de Thomas Blackstone em um enredo fictício. Posso dizer que o livro é melhor do que o primeiro, mas só a partir de certo ponto, não como um todo. No começo o livro é apenas mais do mesmo do que já visto no livro 1. Blackstone continua em incontáveis batalhas, conquistando castelos para o rei inglês, tornando-se famoso por sua ferocidade em combate.

A trama melhora quando se tem inicio as especulações de traição e o aparecimento de um personagem, personagem esse que parece ter saído da mente do autor George R.R. Martin, tamanha a crueldade do sujeito (Sério, deu pena de algumas das vítimas dele!). Fiquei surpreso ao descobrir a identidade do indivíduo, foi muito inesperado. Blackstone se vê perseguido por esse homem e seus capangas e ele tem que se desdobrar para salvar a si mesmo e a sua família, que também acaba sofrendo bastante durante todo o livro, principalmente sua esposa, Cristiana.

A maior parte da história se desenvolve em torno da traição ao rei e nas investigações para encontrarem o traidor. Nesse meio, Blackstone luta, e seu algoz mata a todos que consegue para atrair o cavaleiro e buscar matá-lo. Gostei bastante dessa mudança de ritmo em relação ao primeiro volume dessa trilogia, que tem o foco nas batalhas e no desenvolvimento de Blackstone como guerreiro.

Entretanto, preciso dizer que... A parte que menos curti foi também em relação ao protagonista. Thomas Blackstone simplesmente não comete um único erro, ele é perfeito demais, o que acaba tornando qualquer luta em que esteja, previsível. Isso aconteceu em ambos os livros, acho que o autor aproveitou equivocadamente vários momentos do seu protagonista.

O final foi empolgante e triste ao mesmo tempo. Vemos que o destino de Blackstone está mesmo é nas batalhas, ele não nasceu para viver tranquilamente com sua família e isso afeta sua relação com a sua esposa. Esse fato aliado a uma descoberta muito séria do passado de ambos torna as coisas bem difíceis. O combate final foi incrível, e fez jus aos dois, herói e vilão, foi cruel.

Falando um pouco da edição, eu gostei muito da capa, ilustra bem o que vemos durante a leitura. As fontes tem um bom tamanho e as páginas são amareladas, com detalhes desenhados na parte de cima do início dos capítulos. Apesar dos pontos negativos que destaquei, não foi uma leitura ruim. O fato de ser baseado em uma guerra que realmente existiu, utilizando esse pano de fundo histórico, ainda que para contar, como já disse, uma história fictícia, e apesar disso ter me cativado um pouco no primeiro volume, nesse segundo acabou não me empolgando muito. Para quem curte histórias mais realistas é um prato cheio, garanto a vocês, mas, infelizmente, não pretendo terminar a trilogia pelo tema e pela forma morosa com que o autor escreve, ainda que tenha conseguido aproveitar a leitura.

[QUOTES]
"Havia um homem cavalgando junto dos mercenários do rei nesse dia. Era um fracote na época... Mas tem poder agora... E pode ser comprado. Esse homem é a arma que o senhor pode usar para matar Blackstone."

"Dói... Dói... tanto...
- Quem fez isso William? Conte-me."

"Diga-me se foi você quem fez isso!! Não escutou os gritos? Não veio nenhum som lá de baixo? Nenhum urro de um homem sendo quebrado e esfolado?"

Classificação:


8 comentários :

  1. Essa não seria minha primeira escolha para uma leitura, mas como sou apaixonada por história poderia dar uma chance a leitura. Parece uma história com intrigas e muitas mortes, o que pode ser interessante ou não dependendo da escrita do autor. Vou anotar o titulo e quem sabe não me aventure na leitura.

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  2. Oi Júlio, tudo bem?

    Eu adoro livros com pano de fundo histórico, então ao ver que este livro possui isto, já fiquei bem feliz. Como também adoro uma boa fantasia, acho que o livro deve ser muito bom e do tipo que consegue prender o leitor. Com certeza já quero ler, pois a Novo Século está arrasando em seus lançamentos!

    Beijos!

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  3. Olá Julio, apesar das ressalvas e do personagem ser perfeito, ainda bem que a leitura foi gratificante. Eu particularmente não curto livros desta temática, quero dizer, até leio, mas são momentos quase raros de minha vida de leitora haha... Xero!

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  4. Olá tudo bem?
    Eu também não gosto dessa sensação de que personagem é perfeito e não comete erros, para mim isso é impossível então talvez isso me incomodaria também na leitura. Gostei mutio da edição da Novo Século mas sinceramente não leria pois não é o meu tipo de leitura favorito e então vou deixar a dica passar.

    beijinhos!

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  5. Olá, Júlio.
    A capa do livro realmente é linda, a edição física deve ser uma maravilha.
    Infelizmente não é o meu momento para leitura de livros de guerra, aventura, ação, então dessa vez irei passar a dica.

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  6. Olá!

    É uma pena que a escrita do autor seja tão morosa, Ju, que pena.
    Confesso que eu gosto da utilização de planos de fundo reais e históricos para uma história fictícia, mas tudo depende da forma que o autor aborda mesmo.

    Beijo!

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  7. O gênero fantasia é o meu preferido e quanto mais ele se distancia da realidade mais eu curto, mas histórias com esse fundo histórico não consigo gostar... Não gosto de ler coisas muito próximas da realidade não, mesmo que o enredo seja fictício, principalmente se o autor tiver essa escrita morosa. Não acho que essa trilogia seja para mim.

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  8. Oi Júlio!
    Não conhecia a série, mas por ser baseada em algo real fiquei muito curiosa! Me parece um livro pesado e intenso, vou anotar a dica.

    Beijokas

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