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16 de junho de 2015

Resenha: Cidades de Papel.




Título: Cidades de Papel.
Autor: John Green.
Editora: Intrínseca.
Páginas: 361.
Ano: 2014.
Idioma: Português.  
ISBN-13: 9788580574555.
ISBN-10: 8580574552.




Quentin Jacobsen tem uma paixão platônica pela magnífica vizinha e colega de escola Margo Roth Spiegelman. Até que em um cinco de maio que poderia ter sido outro dia qualquer, ela invade sua vida pela janela de seu quarto, com a cara pintada e vestida de ninja, convocando-o a fazer parte de um engenhoso plano de vingança. E ele, é claro, aceita.

Assim que a noite de aventuras acaba e um novo dia se inicia, Q vai para a escola e então descobre que o paradeiro da sempre enigmática Margo é agora um mistério. No entanto, ele logo encontra pistas e começa a segui-las. Impelido em direção a um caminho tortuoso, quanto mais Q se aproxima de Margo, mais se distancia da imagem da garota que ele achava que
conhecia.  

 

Confesso que eu estava a meses para ler esse livro. Desde o anúncio de que Cidades de Papel viraria filme, onde prometi a minha prima pequena que é louca por John Green que eu iria com ela assistir, para ser mais precisa. Mas então, o tempo passou e eu não tinha sequer tocado no livro para ler, até domingo passado quando descobri que na próxima quinta-feira iria no cinema. (hahahaha).

Se comecei a leitura dessa obra no domingo e hoje (terça-feira) já estou escrevendo a sua resenha, podemos perceber o quão fluída é a leitura. Uma coisa que é indiscutível, é a forma leve e descontraída que John Green escreve, ele simplesmente consegue te guiar e te prender de uma forma surpreendente.

Vou falar um pouquinho do livro agora e depois, vou dar a minha opinião e eu espero muito não apanhar (hehehe).

O livro é narrado em primeira pessoa por Quentin; ele é aquele típico garoto nerd responsável, um menino completamente centrado e é apaixonado pela garota mais popular do colégio que por sinal, foi a sua melhor amiga na infância e sua vizinha até hoje.

Margo, a ex-amiga, é totalmente o oposto de Q: popular, destemida, sem limites. Tudo o que ela queria, ela realizava! A visão que ela tinha de mundo é totalmente oposta e chega até a ser surpreendente, um mistério para todos.

Margo sempre adorou um mistério. E, com tudo o que aconteceu depois, nunca consegui deixar de pensar que ela talvez gostasse tanto de mistérios que acabou por se tornar um.

E, então, depois de anos, eis que Margo reaparece no quarto de Q, o leva para uma de suas aventuras proporcionando assim ao jovem rapaz a melhor noite de sua vida e a possibilidade de conhecer a verdadeira Margo.


- Q, você vai entrar na Duke. Você vai ser um grande advogado-ou-sei-lá-o-quê muito bem-sucedido, se casar e ter filhos e viver sua vidinha. E aí você vai morrer. E nos seus momentos finais, quando estiver engasgando na própria bile em um asilo, vai dizer para si: "Bem, desperdicei minha vida inteira, mas pelo menos invadi o SeaWorld com Margo Roth Spiegelman no último ano do colégio. Pelo menos "carpei" um diem".

O problema de tudo isso é que no dia seguinte ninguém sabia onde ela estava. Margo simplesmente desapareceu, coisa que ela costumava fazer e deixava pequenas dicas para que no fundo pudesse ser encontrada.Um forma de chamar a atenção? Talvez.

Com o objetivo de encontrar e ajudar a menina pela qual ele estava apaixonado, Q e seus amigos, Ben e Radar, passam a se dedicar a desvendar essas pequenas dicas em busca de Margo. Até seguirem em uma viagem muito doida em busca de um desconhecido com o destino traçado.

- Desde que a gente não morra, esta vai ser uma história e tanto.

O livro é dividido em três partes: Os Fios: que narra o início de tudo até a aventura de uma noite entre Q e Margo. A Relva: que narra o sumiço da mocinha e toda a aventura que os amigos passaram para solucionar as pistas e a terceira e última parte chama-se O Barco: que conta como foi a viagem até chegarem a Margo, hora a hora.

O que posso dizer é que John Green, é John Green! Ele tem o dom das palavras, sabe como usá-las com maestria e fazer você pensar e repensar em muitas coisas em sua própria vida. Isso é algo inegável. Outra coisa que admiro e muito em suas obras, é a forma como o John trabalha com a metáfora, isso acontece e muito em A Culpa é das Estrelas e se repete nesta obra com a mesma maestria.

Porém, Cidades de Papel, foi o segundo livro que eu li do autor, me tornei fã dele por causa do famoso "A Culpa é das Estrelas", por isso, esperava demais desse livro, superestimei mesmo e infelizmente acabei me decepcionando.

Não que o livro seja ruim, não; o livro definitivamente não é ruim! Até porque ele nos mostra a importância da amizade, o quão importante é você ter uma pessoa com quem você pode contar mesmo quando não quer contar com ninguém. Ele nos mostra o quanto as aparências enganam e que as vezes mesmo você estando cercado de milhares de pessoas, você ainda pode ser solitária e triste. Mas no fundo, acho que a maior lição desse livro é que você tem que aprender a aceitar as pessoas como elas são e não tentar modificá-las ao seu bel prazer.

Talvez, o fato de eu não ter gostado do livro seja justamente esse. Eu me decepcionei com o final, porque eu queria modificar a Margo, assim como ela modificou o Q e seus amigos. Queria que ela visse que as vezes o que ela conhece de vida não é apenas aquilo e que de um jeito ou de outro, as coisas podem melhorar e o titio João Verde (apelido carinhoso abrasileirado) quebrou a minha cara. 

- Quem está sendo mau agora? Eu fui embora do único jeito que se pode ir. Você arranca sua vida inteira de uma vez só, feito um Band-Aid. E então  pode ser você mesmo, e Lace pode ser Lace, e todo mundo pode ser todo mundo e eu posso ser eu.

É um livro que recomendo sem sombra de dúvidas, pois tenho certeza que ele faz o leitor ver e entender novos conceitos e abre as portas para uma aceitação de que cada um é de um jeito e é esse jeito que o torna único, ninguém é especial ou superior a todos, somos todos pessoas... pessoas de papel.

O erro fundamental que eu sempre cometi - e ao qual, sejamos justos, ela sempre me conduziu - era este: Margo não era um milagre. Não era uma aventura. Nem uma coisa sofisticada e preciosa. Ela era uma garota.


Espero de verdade que vocês tenham gostado da resenha, e que eu tenha conseguido passar mais ou menos como me senti lendo. Não deixem de comentar e me falar se leram, se não leram, se querem ler... compartilhem tudo comigo.

Nessa quinta-feira, irá estrear nos cinemas nacionais a adaptação cinematográfica dessa obra. E sim, minha presença já está garantida lá! O que significa que logo logo terá mais uma resenha pra vocês... Aeeee!

Vou deixar abaixo o trailer só para dar aquele gostinho de quero mais.





9 comentários :

  1. Oi. Eu não curto o autor como você, cheguei a dar uma foleada no livro, para ver se valeria comprar, mas não curtir, na realidade, li na livraria mesmo. De fato, o autor traz alguns elementos importantes como esteriótipos, como você mesa citou, não é ruim, longe disso, somente não curti mesmo.

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  2. caramba, já ouvi demais falar desse livro. Adivinha onde? Dentro de casa rsrs Minha irmã falou muito. Minha irmã quer que eu vá com ela assistir o filme. Disse que está rolando muita discussão quanto ao final do filme/livro. Eu não cheguei a ler A culpa é das Estrelas, acabei ficando só no filme mesmo. na época se falou tanto da obra que eu estava a evitando. Sinceramente não gosto da trama do livro e já recebi spoiler ( dentro de casa) de cada letra do livro kkkkk

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  3. Sua resenha ficou ótima, como sempre. Já o livro resenhado não me chama atenção. Eu sou uma das poucas que não gosta da escrita do João Verde. Explicando melhor: é um autor que não me fascina, mas também não me incomoda. Então não sinto necessidade de ler suas obras. Parece no livro A culpa é das estrelas.

    Beijos!

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  4. Ola Mayara lindona, confesso que tentei ler Quem é Você Alasca e parei, achei o livro tão parado. que depois não li mais nada do autor, comprei esse livro para minha filha e ela também ainda não leu. Dessa vez vou fazer como em ACEDE vou ver o filme primeiro, se gostar leio o livro. beijos

    Joyce
    www.livrosencantos.com

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  5. Oi Mayara, tudo bem?
    Geralmente adoro suas recomendações, e apesar da resenha estar ótima, esse livro deixo passar, tenho um bloqueio com o autor, não consigo ler nada dele.
    Bjs

    A. Libri

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  6. Oláá
    Poxa, eu entendo o porque o livro te decepcionou e talvez para algumas pessoas não funcione mesmo, para mim foi um dos melhores, gostei do final por ser realista e não típico sabe? Eu prefiro esse do que Quem é Você, Alasca? Me irritei um pouco ao ler apesar do enredo maravilhoso do autor.

    Beijos
    http://realityofbooks.blogspot.com.br/

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  7. tenho mujita vontade de ler este livro, mas já ouvi muitas críticas dele também... nunca li nada desse escritor tão famoso rs, mas sua resenha foi esclarecedora para que eu compre e leia!
    bjus

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  8. Olá Mayara.
    Eu tambem me apaixonei por John Green com A Culpa é das Estrelas, e só não comecei a ler Cidades de Papel porque as minhas expectativas estavam altas entao resolvi adiar para não esperar tanto da leitura e acabar me decepcionando.
    Mas gostei da sua resenha e fiquei mais animada de começar a ler.

    Beijos
    http://aventurandosenoslivros.blogspot.com.br/

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  9. Oie, tudo bom?
    Esse livro será uma das minhas leituras de julho e está na meta de 12 livros para 2015. Apesar do seu comentário sobre o desfecho, acredito que seja uma leitura interessante. Gosto muito da escrita do Green e espero curtir o livro.
    Beijos,
    http://livrosyviagens.blogspot.com.br/

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