Resenha: Ases nas Alturas – Wild Cards #2.



Título: Ases nas Alturas.

Série: Wild Cards #2.
Autor: George R.R. Martin e outros.
Editora: Leya.
Gênero: Fantasia, Aventura.
Páginas: 400.
Ano: 2013.
Idioma: Português.
ISBN-10: 858044876X. 
ISBN-13: 9788580448764.
Encontre no Skoob.

Sinopse: Estamos no início dos anos 1980, há mais de 30 anos a humanidade convive com os atingidos pelo xenovírus Takis-A, mas a integração ainda caminha a passos lentos. 

Os abençoados pelo vírus combatem os perigos da Nova York que nunca dorme. Os amaldiçoados, com suas deformidades e mutações bizarras, lutam pela sobrevivência no Bairro dos Curingas. E, no céu, uma ameaça espreita a humanidade, aguardando a oportunidade certa para lançar seu ataque. Um ser extraterreno chamado o Enxame ruma para a Terra, ao mesmo tempo em que alguns ases planejam uma conspiração para controlar o mundo... 

Este é o segundo volume da série Wild Cards, que foi construída por diversas mentes inteligentes, e organizada pelo gênio George R.R. Martin, que criou pessoalmente este cenário para jogar RPG com os amigos, também escritores de fantasia. Tente a sorte e tire sua carta!


Boa tarde galera! Hoje vamos continuar com mais uma parte da saga Wild Cards, Ases nas alturas se passa 30 anos após o desastre que disseminou o vírus Carta Selvagem na Terra. Novos ases surgem, antigos retornam e um perigo assombroso assola o planeta.

Venham comigo!!

Após 30 anos, a humanidade se acostumou a conviver com as vítimas do vírus. Os ases se tornaram basicamente super heróis combatendo o crime e os curingas continuam com suas vidas em péssimas condições. Nesse segundo volume somos apresentados a novos personagens que se tornarão importantes na trama e um deles é o Grande e Poderoso Tartaruga (apelido que não se baseia em sua velocidade). Um telepata poderosíssimo que age de dentro de um chassi de fusca com diversas câmeras instaladas no exterior. Tartaruga, ao lado de Fortunato que aparece ainda no primeiro volume, são cruciais nesse segundo encontro. 

Entra na trama também o primeiro vilão de verdade, Astrônomo, líder de uma seita que quer governar o mundo com mão de ferro. A ameaça vinda do espaço só aumenta a tensão e a dificuldade dos heróis. Algo capaz de dizimar a humanidade e que só para quando destrói completamente o planeta alvo. Tachyon com sua excentricidade também está de volta, sempre ajudando nas missões ou atuando como médico, profissão que assumiu desde que veio à Terra.  

[QUOTE] "Leia com atenção - disse Jube - Está falando aí que conseguiram um novo tratamento, transformam curingas em ases." [...] 

Ases nas Alturas, diferente do primeiro volume, é uma trama mais centrada e bem estruturada pois as explicações acerca desse universo já foram dadas anteriormente deixando os autores mais livres para escrever. Martin criou um personagem bem peculiar que acaba servindo de elo entre todos, trata-se de Jube, um alienígena disfarçado de ás cujos capítulos são apresentados como interlúdio e que interage basicamente com todos durante a trama. A ação é maior e mais frenética dessa vez, o cenário político praticamente desapareceu e o foco nos ases é o ponto central do livro. A grande passagem de tempo faz com que muita coisa mude, assim como em nossa realidade, mostra o envelhecimento e amadurecimento de personagens (vemos um Fortunato bem mais experiente por exemplo) e o surgimento de novos ases. 

[QUOTE] "Nós, do círculo interno, chamaremos você de Ceifador. Para aqueles que se opuserem a nós, você será a morte. Rápida e implacável." [...]

A grande ameaça externa me lembrou o vilão Galactus, o devorador de mundos, da Marvel, não sei se foi a inspiração para o livro, assim como o fato de alguns ases lembrarem os X-men. A seita misteriosa do Astrônomo também faz referência a um personagem famoso, bastante conhecido por fãs de caverna do dragão (sem spoilers galera). Essa pegada alienígena / ficção científica é devido ao estilo de alguns dos autores participantes no livro, fato que em minha opinião deixou tudo bem legal. É abordado também mais sobre o passado e a família de Tachyon que acaba sendo bem importante nesse volume. O livro tem muita coisa a mostrar ao leitor sem ser repetitivo em relação ao primeiro volume e só nos deixa com vontade de prosseguir na série.

A capa não podia ser melhor, mostrando o Tartaruga e seu fusca atrás. Ele está com uma camisa com a foto de Jetboy, o herói não foi esquecido mesmo após 30 anos, e vemos ao redor várias coisas flutuando tamanho o poder do Tartaruga. A divisão de capítulos continua igual, mostrando um naipe de carta a cada final de conto e os quatro naipes ao fim do capítulo. O livro conta com páginas amareladas e uma fonte de bom tamanho (Esse eu li em livro físico =D) e poucos erros de ortografia, nada que atrapalhe a leitura. Temos menos autores do que no primeiro livro mas a qualidade foi mantida e os interlúdios de Martin completam tudo.

Bem galera, vou ficando por aqui, esse foi o segundo volume da série e trarei mais dela conforme for lendo os livros (vou para o 4º volume), espero que estejam curtindo as análises e até a próxima semana!!

Classificação:

14 comentários:

  1. O que acho legal dessa história Wild Cards é que ela é complemente diferente da fantasia de Game Of Thrones, aqui o mundo já é 1980 e a gente tem toda uma coisa meio futurista (?) digo isso por conta do ano.
    E o legal é que ele deixou o foco da politica de lado e entrou no nos ases, achei bom

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  2. Muito melhor que o cenário político tenha desaparecido, pois daí já deixa um pouco mais para ação e outros assuntos que podem surgir. Acho que mesmo não conhecendo como o autor escreve ele tem um enorme senso de criatividade.

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  3. Como não li o primeiro livro fiquei meio perdida na história. Mas, pelo pouco que entendi, a proposta dos autores é bem interessante. Gosto bastante de cenários futuristas, ainda mais quando os personagens são afetados por algum tipo de vírus e ficam "transmutados" rsrs
    Única coisa que fico desanimada é a quantidade dos volumes das séries do R.R. Martin, aí fica difícil para eu conseguir acompanhar todos rsrs

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  4. Oiiii,

    Que capa interessante, achei legal ela ser adequda a história. Eu tenho um misto de amo muito suas histórias e ao mesmo tempo tenho preguiça de lê-las com o Martim, porque eu acho que ele tem uma mente fantástica para a criação de mundos e com personagens maravilhosos, mas a escrita dele tende a ser excessivamente descritiva e aí eu acabo arrastando demais a leitura (to aí a mais de um ano arrastando maleiteira de Guerra dos Tronos) então mesmo achando a história deste livro interessante e sua resenha sendo realmente instigante, não sei se leria o livro. De toda forma a dica está mais do que anotada rs.

    Beijinhos...
    http://www.paraisoliterario.com

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  5. Gosto muito de fantasias e esse livro ainda não li, mas estou com minha curiosidade muito aguçada para saber da história na íntegra, pois ela parece ser magnífica.

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  6. Oie, eu não sou muito de fantasias então essa é uma leitura que provavelmente eu não faria, porque sei que provavelmente não vá me agradar, mas como você mesma ressaltou, o trabalho gráfico é sensacional e me deixa de queixo caído, a Leya sempre manda bem demais nisso.

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  7. Olá!
    O autor é bem aclamado e nessa continuação tem temas importantes sobre política sem esquecer as aventuras dos personagens.
    Tomara que continue instigante até o fim, afinal são inúmeros livros nessa série.
    Beijos!

    Camila de Moraes

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  8. Olá Julio, eu tenho bastante curiosidade de ler essa série, parece ter um universo bem bacana e com bons personagens e vilões *-* A parte gráfica pelos seus comentários parece estar bem legal também *-* Adorei a dica.

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  9. Olá Julio, tudo bem? Que bom que gostou da leitura e continua apreciando essa série. Parece uma estória extremamente inteligente e interessante, e como gosto do gênero e estou tentando ler mais nesse estilo, super anotei a dica. Só não gosto muito das capas, mas gostei de saber que pelo menos elas fazem jus a narrativa em si.

    Beijos!

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  10. Eu ainda nem consegui começar a ler o primeiro volume de As Crônicas de Gelo e Fogo e o autor já lançou outras séries.rs

    O universo deste livro não me atraiu. Apesar de certas coisas lembrarem X-Men e Caverna do Dragão, conforme você disse, e eu gostar muito de ambos, não foi suficiente para despertar meu interesse. Acredito que deve ser um livro fascinante para os fãs dessa fantasia mais parecida com um jogo. Eu vou ficar mesmo apenas com a série Crônicas de Gelo e Fogo que pretendo começar a ler em breve.

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  11. Oi, Júlio!
    Faz tempo que não leio fantasia, gostava muito do gênero, mas acabei encontrando muitas histórias com a mesma premissa e fui perdendo o interesse, não sei se será uma leitura que farei, mas gostei da premissa e vou anotar a dica.

    Beijos!

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  12. Oi, tudo bem?
    Acredita que eu nunca li nada do George R. R. Martin, mas claro que já ouvi falar sobre suas obras e tenho curiosidade de conhecer a escrita dele. No entanto, confesso que essa série não despertou minha curiosidade. Apesar de ter sentido que se trata de uma fantasia bem original, o enredo não despertou meu interesse.
    Mas uma coisa que me chamou a atenção é que esses livros não parecem ter muito em comum com Guerra dos Tronos, o que já demonstra a criatividade do autor e a capacidade dele de escrever universos diferentes. Adorei sua resenha e fico feliz que esteja gostando de ler essa série.
    Beijos!

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  13. Oi, achei a premissa dessa série muito interessante, esse segundo volume me chamou a atenção pelo Tartaruga. Gostei de conferir suas considerações sobre a obra.

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  14. Olá Júlio!!!
    Eu já vi várias obras do Martin, mas realmente as que eu gosto é apenas o GOT porque é um mundo que sou fascinada que é de época mas não me vejo lendo esses outros livros dele.
    Imagino que para os fãs seja muito bom, mas aliens e algo misturando X-Men entre outros mundos é pra ser muito criativo e pra quem curte.
    Porém, quem sabe mais pra frente eu mudo de ideia e espero que o enredo continue sendo bom.

    lereliterario.blogspot.com

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