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28 de fevereiro de 2015

Resenha: A Seleção #1 - Kiera Cass.

Título: A Seleção.
Série: A Seleção #1. 
Autora: Kiera Cass. 
Editora: Seguinte.
Páginas: 368.
Ano: 2012.
ISBN: 9788565765251. 
Idioma: Português.
Gênero: Distopia.

Nem todas as garotas querem ser princesas. America Singer, por exemplo, tem uma vida perfeitamente razoável, e se pudesse mudar alguma coisa nela desejaria apenas ter um pouquinho mais de dinheiro e poder revelar seu namoro secreto. Um dia, America topa se inscrever na Seleção só para agradar a mãe, certa de que não será sorteada para participar da competição em que o príncipe escolherá sua futura esposa. Mas é claro que seu nome aparece na lista das Selecionadas, e depois disso sua vida nunca mais será a mesma..

Não queria ser da realeza.
Não queria ser Um.
Não queria nem tentar.



A Seleção é uma distopia que se passa no país de Illéa, cujo a população é dividida em castas que vão de 1 a 8, sendo que a primeira é a monarquia e a última os miseráveis.

O livro conta a história de América Singer, uma jovem da casta número cinco, que é basicamente formada por artista, aliás esqueci de relatar sobre isso, cada casta tem sua função, por exemplo, a número dois são dos professores e personalidades, a três são as dos guardas e assim por diante. Como disse, a casta de America é a dos artistas e isso não é algo que seja lucrativo, por isso eles passam por algumas dificuldades financeiras.

Apesar das dificuldades e limitações, America não se importa com a sua origem, ela é feliz desse modo e grande parte disso é dado pela presença de Aspen em sua vida. Aspen é um jovem belo, porém orgulhoso que pertence a uma casta inferior a de America, a número seis e isso é um motivo de preconceito perante a sociedade, por isso eles são obrigados a namorar escondido.

Como uma tradição monárquica, todo futuro rei deverá ter como esposa uma jovem que passou pelo processo da Seleção que consiste em uma competição entre 35 jovens pelo coração do príncipe, mas para que se selecione essas 35 jovens é necessário que todas as meninas maiores de 16 anos se inscrevam para o processo, não importando qual seja a sua casta.

America ao receber o formulário relutou em se escrever, mas depois de considerar o que a sua participação acarretaria para a sua família e também a possibilidade de seguir a sua e acalmar o seu coração, ela o fez e foi selecionada.
 
"...a Seleção parecia uma corda à qual eu podia me agarrar. Aquela carta idiota talvez me tirasse do fundo do poço, e então eu poderia puxar minha família comigo."

E então começa o jogo e somos apresentadas ao maravilhoso, lindo, educado, apaixonante (alguém reparou na minha paixão por ele?) Maxon, o príncipe. Ele é aquele típico rapaz que tinha tudo para ser feliz, mas de fato não é, porque ele nunca amou ninguém em sua vida e para ele, a chance de encontrar o seu verdadeiro amor está justamente na Seleção.
             
Ele de início mostra o seu interesse por America, mas a mesma faz questão de afirmar que está ali justamente pelo dinheiro e pela comida.

“— … Estou aqui. E não estou lutando. Meu plano é aproveitar a comida até você me chutar — completou.”

Em um acordo firmado com Maxon ele permite que ela fique até o máximo que se é possível e então ele a dispensará. Porém tudo muda, os sentimentos de America por Maxon vão crescendo e a história vai ficando cada vez mais fofa conforme as semanas vão se passando e as garotas vão sendo eliminadas.

"Ele se aproximou, envolvendo minha cintura com seu braço e me puxando para si. Nossos narizes se tocaram. Ele começou a acariciar meu rosto com os dedos de uma forma tão delicada que parecia temer que eu quebrasse. -É, não acho que seja possível evitar - ele sussurrou. Com a mão aproximando levemente meu rosto do seu, Maxon inclinou a cabeça e me deu o mais tímido dos beijos."
          
Quem olha assim, pensa que é um livro bem clichê e infantil até por se parecer com a história da Cinderela, a menina pobre que tem a chance de ficar com o príncipe, mas por incrível que pareça tem um algo a mais. Os Rebeldes, que são membros da população que são contra as atitudes do rei e por isso invadem o castelo em busca de algo que ninguém sabe o que é (essas cenas são bem tensas confesso).
              
Então o livro basicamente se divide em: romance, as provas da Seleção e as ações dos Rebeldes. Incrível!
              
Li por indicação e a história no início estava um pouco devagar na minha opinião, porém, quando começou de fato o processo da seleção tudo mudou e eu simplesmente devorei o livro.
              
O livro é narrado na primeira pessoa e a linguagem que Kiera Cass usou para escrevê-lo é bem simples e de fácil entendimento. Os personagens, até aqueles mais chatos e ruins, são muito bem descritos e envolventes. A história é leve ao ponto de fazer esse livro se tornar aquele típico livro que você simplesmente não consegue largar até chegar ao final e então você corre e agarra a sequência e assim vai até acabar a série e você entrar na famosa DPL (depressão pós livro)... foi assim comigo. 

Quando eu peguei o livro, li a sinopse, vi a capa e parei assim: sério mesmo? Um livro de princesa e é isso? Eu julguei o livro pela capa e acredite, quebrei totalmente a cara, pois posso dizer que a Seleção é uma das minhas sagas favoritas, está na lista dos melhores livros que li em 2014.